Em 19 de setembro, Balneário Camboriú foi palco do lançamento do livro Legado, em uma noite memorável realizada no exclusivo Terraço 414, que reuniu os coautores da obra e os convidados escolhidos a dedo por cada um deles para viver aquele momento. Idealizado por Marcella Zorzo, imortal da Academia Nacional de Letras, Ciências e Artes, ocupante da cadeira 54, o projeto nasceu para registrar trajetórias, escolhas, conquistas, valores e histórias de vida que merecem atravessar gerações.
Mais do que o lançamento de um livro, a noite foi concebida como a materialização de um propósito: transformar a trajetória de cada escritor em memória, inspiração e, sobretudo, legado. Uma celebração que uniu literatura, negócios, arte, fé, música e encontros, em três atos cuidadosamente construídos para fazer com que cada protagonista percebesse que, a partir daquela noite, sua história também passava a ocupar as páginas de uma obra destinada a permanecer.
Antes de começarem as apresentações, Marcella Zorzo compartilhou com os convidados a pergunta que está no centro de todo o projeto:

“Antes de começarmos as apresentações desta noite, quero dividir com vocês uma pergunta simples, mas que carrega um peso enorme: o que fica quando a gente parte?
Essa pergunta foi o ponto de partida do livro Legado. Vinte e cinco histórias, vinte e cinco trajetórias, unidas por um único propósito: registrar, com profundidade e verdade, aquilo que cada uma dessas pessoas construiu ao longo da vida e que merece atravessar gerações.
Vivemos numa época em que tudo acontece rápido demais. Postamos, consumimos, esquecemos. E, no meio dessa velocidade toda, as histórias que realmente importam correm o risco de se perder, histórias de gente que enfrentou dificuldade, que teve coragem de recomeçar, que transformou trabalho duro em propósito e propósito em impacto real na vida de outras pessoas.

Aqui dentro, vocês vão ouvir empresários que construíram grupos inteiros a partir do zero. Vão ouvir profissionais que romperam barreiras em setores historicamente difíceis de entrar. Vão ouvir mulheres que abriram espaço onde antes só existia resistência. E vão ouvir, também, histórias de fé, de família e de reinvenção, porque legado verdadeiro se constrói em muitas frentes, e cada convidado aqui representa uma delas.
Cada um dos vinte e cinco coautores teve a coragem de fazer algo que poucas pessoas fazem: parar, olhar para trás, e transformar a própria trajetória em algo que serve como referência para quem vem depois. Isso é generosidade. Isso é maturidade. E isso, meus amigos, é exatamente o que dá origem a um verdadeiro legado.
Esta noite, portanto, é mais que um lançamento de livro. É a celebração coletiva de vinte e cinco decisões corajosas: a decisão de contar a própria história para que ela sirva de inspiração, de aprendizado e, sobretudo, de prova viva de que é possível transformar esforço em propósito e propósito em algo permanente.
Que cada palavra lida nas próximas páginas desperte em vocês a mesma pergunta que deu origem a este projeto: qual será o meu legado?”

A proposta já revelava a essência daquela noite. Entre milhares de pessoas que fazem parte da vida de cada escritor, estavam ali aquelas que cada um escolheu para acompanhá-lo naquele momento. O encontro, portanto, era restrito aos escritores da obra e aos seus acompanhantes, selecionados individualmente, “a dedo”, para testemunhar a concretização de uma história que vinha sendo construída muito antes daquela noite.
A experiência começou ainda na chegada. Os escritores e seus convidados foram recebidos pela Família Caetano, em uma atmosfera musical, acolhedora, lúdica e inspiradora, com profissionais da família executando música ao vivo ao piano e ao violino.
Havia, desde a porta, uma intenção clara: mudar a maneira como aqueles protagonistas eram percebidos. Ao longo da vida, eram empresários, executivos, profissionais, pais, mães, líderes, fornecedores e parceiros. Naquela noite, porém, passaram a ser apresentados por uma nova identidade.
“Boa noite, escritor”, seguido do nome de cada um.
A frase simples ganhou significado justamente por marcar uma transformação. A partir dali, suas trajetórias deixavam de existir apenas na memória pessoal ou empresarial e passavam a integrar uma obra literária.
Toda a experiência foi registrada em tempo real pela Seven Tv, que acompanhou o evento e produziu o registro audiovisual daquela noite.
Os protagonistas de uma noite dedicada às trajetórias
Naquela noite, o palco recebeu os protagonistas que deram vida ao projeto: Danillo Lovro; Eliane Schuchmann, escritora e poeta; Carol Marcellini; Alessandra Medeiros; Marcos A. Camatini; Helena Paula; Dilson Stein; Fernanda Thibau; Karla Thibau; Karina Smaniotto; Carla Schritke; Irene Borges; Teresa Cristina; Erondi Roveda; Sibeli Luz, escritora e editora; Flavio Henrique; Valdir Zorzo; e Marcella Zorzo, escritora e idealizadora do Legado. Em comum, além da autoria da obra, estava a decisão de transformar experiências, escolhas, valores e trajetórias pessoais em palavras capazes de atravessar o tempo.

Cada um chegou acompanhado por alguém que fazia parte de sua história. Entre os acompanhantes e convidados relacionados na lista oficial do evento estavam a esposa de Danillo Lovro; Vinicius Schuchmann Saroli, Débora Bilk Saroli e Helio Pacheco Leão, que acompanharam Eliane Schuchmann; Ricky Marcelli, Antônio Augusto Marcellini, Dalva Castro e Rosa Maria Marcellini, ao lado de Carol Marcellini; Daniel Azevedo do Amaral, marido de Alessandra Medeiros; Daiana da Silva e Isabella Camatini, esposa e filha de Marcos A. Camatini; Juliano Sales Lima, acompanhante de Helena Paula; Franciele Singeski, esposa de Dilson Stein; João Victor Thibau, acompanhante de Fernanda Thibau; Luiz Aurélio Paes, noivo de Karina Smaniotto, e Ana Dutra, videomaker; Carlos Dávila, marido de Irene Borges; Carlos Cesar da Cunha Alves, marido de Teresa Cristina; Luciana de Castro Ribeiro, esposa de Erondi Roveda; Natália, esposa de Flavio Henrique; Raquel Zorzo, esposa de Valdir Zorzo; e Amabili, mãe de Marcella Zorzo, Helena, filha de Marcella, e Maria Clara, sua enteada. Ricardo Romano esteve presente como representante de Reginaldo Santos.
O conjunto de nomes traduzia, de forma muito concreta, uma das ideias centrais do Legado: nenhuma trajetória é construída completamente sozinha. Por trás de cada escritor havia pessoas que acompanharam caminhos, decisões, conquistas, desafios e recomeços.
Segundo ato: quando trajetória, arte e literatura ocuparam o palco
Depois da recepção, os escritores foram conduzidos ao segundo andar do Terraço 414. Ali, Marcella Zorzo recebeu cada um individualmente com um abraço, antes de encaminhá-los ao estúdio fotográfico cuidadosamente preparado para a ocasião pela empresa Letreiros Animefest.
O espaço reproduzia elementos da identidade visual do livro e trazia o lettering com a capa da obra. Cada escritor realizou sua fotografia oficial ao lado dos convidados que havia escolhido para aquela noite, registrando não apenas uma imagem, mas também a composição humana daquele momento.
Depois do welcome drink, todos foram conduzidos ao auditório, onde aproximadamente duas horas de programação foram construídas como uma experiência narrativa, artística e emocional.
A abertura veio pela poesia. O poeta Wilton Santos apresentou “Se eu morrer amanhã”, estabelecendo desde os primeiros minutos uma atmosfera de reflexão sobre tempo, existência e permanência.

A poesia atravessou a programação em três momentos, incluindo a obra “Legado” e a apresentação de Eliane Schuchmann, que levou ao palco seu poema “Legado”. Para Eliane, aquele momento carregava ainda uma dimensão pessoal: era a primeira apresentação pública de uma poesia autoral e a concretização de um sonho cultivado desde a infância, consolidando também sua apresentação como poeta.
A música da Família Caetano permeava a experiência, enquanto Marcella convidava os presentes a viver integralmente aquele momento, deixando do lado de fora todas as preocupações externas.
A orientação era simples e profunda: naquele espaço, nada do que havia ficado do lado de fora poderia ocupar o lugar da experiência que estava sendo vivida. Era tempo de presença, de entrega e de celebração, colocando aquele momento nas mãos de Deus.
Então, um a um, os escritores foram chamados ao palco.
A fotografia de cada um aparecia no grande telão, enquanto os mestres de cerimônia Alessandra Medeiros e Wander Di Ferraz conduziam as apresentações. Alessandra, além de mestre de cerimônias, também era uma das escritoras da obra. Wander, por sua vez, assumia outra função importante no projeto, sendo também a voz responsável pela narração da versão disponibilizada no Spotify.
A pergunta que atravessava cada apresentação era direta:

O que é legado para você?
Cada escritor teve seu momento para falar ao público, compartilhar sua visão, revisitar sua trajetória e explicar por que aquela palavra tinha importância em sua vida. Depois de cada apresentação, Marcella entregava pessoalmente um troféu personalizado com o nome de cada escritor.
A sucessão de histórias fazia com que o conceito de legado deixasse de ser abstrato. Cada pessoa apresentava uma interpretação própria, construída a partir de experiências particulares, mas havia uma conexão evidente entre todas elas.
“O Despertar das Asas”
A programação ganhou ainda outra dimensão artística com a apresentação da bailarina Gislaine Leite, responsável por “O Despertar das Asas”, uma obra autoral criada especialmente para o evento e inspirada em uma visão sobre chamado e propósito.
A dança traduzia a ideia de despertar, voltar a voar e deixar um legado. Ao lado da música executada pela Família Caetano, a apresentação transformou o palco em uma expressão de arte, adoração e propósito.
Foi um dos momentos em que literatura, música, dança e espiritualidade se encontraram em uma mesma linguagem.

Vinte e cinco trajetórias, uma pergunta em comum
Embora as trajetórias dos escritores fossem completamente diferentes entre si, havia um ponto de encontro. Cada história tinha seu próprio caminho, seus desafios, escolhas, negócios, famílias, conquistas e experiências.
Ao acompanhar os escritores no palco, tornava-se evidente que suas vidas não poderiam ser reduzidas a resultados financeiros, empresas construídas ou patrimônio acumulado.
Todos, em algum momento, trabalharam para prosperar, construir negócios, gerar riqueza e alcançar resultados. Mas a própria experiência de vida parecia ampliar a definição de sucesso.
O legado aparecia, então, em outra dimensão: naquilo que permanece nas pessoas.
É o que se diz quando alguém já não está na sala. O que permanece quando uma pessoa deixa uma reunião, uma empresa, uma família, um grupo de amigos. É aquilo que se acrescentou à vida de alguém, o que se ensinou, o que se construiu, o que se fortaleceu, o que se transformou ou se tornou melhor.
De diferentes maneiras, os escritores pareciam falar com uma única voz sobre essa compreensão.
O fechamento do segundo ato
A participação de Sibeli Luz, CEO e responsável pela Editora Experience, responsável pela publicação do livro Legado, encerrou a programação do segundo ato.

Em sua fala, a editora reforçou a dimensão de continuidade do projeto e a importância de fazer com que aquelas histórias ultrapassassem a noite de lançamento. Entre as palavras compartilhadas com os participantes, esteve o convite para que “todos levassem esse livro pro mundo inteiro”.
A mensagem ampliava o alcance da obra para além daquele grupo de escritores e convidados, projetando suas histórias para diferentes gerações, incluindo crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Depois desse momento, foi realizada a fotografia oficial.
Na sequência, a entrada do Animefest Futuristic, com seu robô e uma trilha sonora vibrante, encerrou de maneira inesperada e divertida o segundo ato, criando uma transição entre a solenidade do palco e a atmosfera mais descontraída que viria a seguir.
Quando a celebração ganhou outro ritmo
No terceiro andar do Terraço 414, a noite mudou de ritmo.
O ambiente ficou mais descontraído e intimista. A mesa recebeu os convidados para um jantar acompanhado por Zico Wine e espumantes, enquanto os escritores finalmente podiam conversar sem a formalidade do palco.
Foi ali que as trajetórias se encontraram de outra maneira.
Conversas, trocas de experiências, reencontros e novas conexões deram ao jantar uma dimensão própria. Os convidados escolhidos individualmente por cada escritor também passaram a ocupar outro lugar na experiência, porque eram justamente aquelas pessoas que cada protagonista havia decidido ter ao lado no momento em que sua história era celebrada.
Durante esse período, os escritores também foram chamados individualmente para entrevistas realizadas pela Seven Tv, ampliando o registro audiovisual da noite.

Terceiro ato: o legado também se constrói à mesa
A terceira parte da noite confirmou uma ideia que atravessou todo o projeto: legado também se constrói nas relações.
Enquanto os escritores conversavam, diferentes setores, histórias e experiências encontravam pontos de conexão. Empresários, profissionais, líderes, escritores, familiares e amigos compartilhavam uma mesma mesa, agora sem a distância existente entre palco e plateia.
O que havia começado como um projeto editorial se transformava em uma experiência humana.
O livro registrava as histórias, mas aquela noite também acrescentava uma nova página às trajetórias de seus protagonistas.
Um livro que também escolheu ouvir
Outro diferencial do Legado está na forma de acesso à obra.
O livro também ganhou uma versão em áudio disponibilizada gratuitamente no Spotify para falantes de português em qualquer parte do mundo. Os capítulos foram gravados separadamente, com leitura realizada por narrador profissional, e não por inteligência artificial.
A proposta amplia o alcance da obra e cria uma possibilidade especialmente relevante para pessoas com deficiência visual, além de permitir que o conteúdo seja consumido por quem prefere ouvir histórias a lê-las.
Assim, Legado não foi concebido apenas para ser lido. Também foi pensado para ser ouvido.

O verdadeiro patrimônio de uma trajetória
Ao final daquela noite, uma percepção se tornava cada vez mais clara: não existia uma única maneira de construir uma trajetória.
Cada escritor havia seguido um caminho próprio. Alguns construíram empresas, outros desenvolveram carreiras, projetos, negócios e relações. Todos passaram por diferentes momentos e chegaram a resultados que, em algum momento, estiveram relacionados à construção financeira e patrimonial.
Mas havia algo que ultrapassava qualquer balanço.
A vida também é feita dos ensinamentos recebidos da família, da ética aprendida, dos princípios transmitidos, dos valores que foram preservados e colocados em prática. E, sobretudo, daquilo que se consegue entregar à próxima geração.
É nesse ponto que o legado deixa de ser apenas patrimônio e passa a ser humanidade.
O tempo como parte do legado

A noite também trouxe uma lembrança silenciosa sobre o valor do tempo.
Tempo não volta. Pessoas não permanecem para sempre. E, por isso, estar com quem se ama, dizer que ama, estar presente e criar memórias também são formas de construir legado.
No fim, aquilo que permanece não está apenas nos objetos ou nos números. Está nas pessoas.
Está nas relações construídas, nas amizades cultivadas, nos ensinamentos transmitidos, nas vidas que receberam alguma contribuição e nas histórias que continuam sendo contadas mesmo quando aquele que as viveu já não está presente.
Uma noite que se tornou parte do próprio legado
Quando o lançamento chegou ao fim, algo havia mudado.
Os empresários haviam se tornado escritores. Suas trajetórias haviam ganhado páginas. Suas famílias e amigos haviam testemunhado um momento que, até então, existia apenas como projeto.

O livro Legado havia sido apresentado ao mundo, mas a própria noite também havia criado um novo capítulo para cada um de seus protagonistas.
Foram três atos para contar uma mesma história por diferentes linguagens: literatura, negócios, música, poesia, dança, tecnologia, fé, propósito, família e amizade.
Vinte e cinco trajetórias diferentes reunidas em uma mesma obra, cada uma carregando sua própria definição de sucesso e permanência.
E talvez tenha sido justamente essa diversidade que tornou a noite tão significativa.
Porque ninguém constrói uma trajetória completamente sozinho.
Por trás de cada escritor havia uma família, uma história, amigos, parceiros, decisões, dificuldades, recomeços e pessoas que, de alguma maneira, participaram daquele caminho. E foi justamente por isso que cada escritor escolheu a dedo quem estaria ao seu lado naquela noite.
Ao reunir essas histórias, Legado não fala apenas sobre aquilo que alguém construiu para si. Fala sobre aquilo que alguém foi capaz de construir na vida dos outros.
O que fica quando se deixa uma sala. O que se diz quando alguém não está mais presente. O que permanece em uma empresa, em uma família, em uma amizade, em uma reunião, em uma comunidade.
O que se acrescentou.
O que se ensinou.
O que se melhorou.
O que se fortaleceu.
O que se construiu.
E, acima de tudo, aquilo que alguém despertou no outro.
Foi essa a pergunta que abriu a noite e foi também a pergunta que permaneceu quando as luzes se apagaram:
Qual será o meu legado?


